As curiosidades da Islândia começam pela própria geografia, já que é um dos raros lugares do mundo onde geleiras milenares dividem espaço com vulcões em plena atividade, o que rendeu o apelido de terra do gelo e do fogo.
Situada no extremo norte do oceano Atlântico, a ilha nórdica abriga menos de 400 mil habitantes, segundo o Hagstofa Íslands, instituto nacional que acompanha a população da Islândia.
Mesmo pequena e isolada, reúne fenômenos naturais, tradições sociais e crenças folclóricas que surpreendem qualquer visitante.
Reunimos a seguir 20 curiosidades da Islândia, organizadas por tema, para você entender o que torna esse país tão singular.
O que este artigo aborda:
- Quais curiosidades da Islândia revelam a terra do gelo e do fogo?
- 1. Mais de 30 sistemas vulcânicos ainda ativos
- 2. A palavra gêiser nasceu aqui
- 3. Energia que vem do calor da Terra
- 4. Praias de areia preta
- 5. Aurora boreal em boa parte do ano
- 6. Um país que cresce entre dois continentes
- Que fatos sobre a sociedade islandesa mais surpreendem?
- 7. Sobrenomes que mudam a cada geração
- 8. Um comitê oficial aprova nomes de bebês
- 9. O país mais pacífico do mundo
- 10. A primeira presidente eleita do mundo
- 11. A cerveja foi proibida por décadas
- 12. Uma nação apaixonada por livros
- Os islandeses realmente acreditam em elfos e no povo oculto?
- 13. A crença no Huldufólk
- 14. Estradas que desviam de rochas de elfos
- 15. Existe até uma escola de elfos
- Que curiosidades sobre a Islândia surpreendem quem visita o país?
- 16. Água da torneira entre as mais puras
- 17. Um país sem a maior rede de fast-food
- 18. O cachorro-quente é prato nacional
- 19. O sol que não se põe no verão
- 20. Islândia verde, Groenlândia gelada
- Perguntas frequentes sobre a Islândia
- Por que a Islândia tem tantos vulcões e gêiseres?
- Os islandeses realmente acreditam em elfos?
- Por que quase não existem insetos na Islândia?
- Qual é a capital da Islândia e quantos habitantes o país tem?
- Qual a melhor época para ver a aurora boreal na Islândia?
Quais curiosidades da Islândia revelam a terra do gelo e do fogo?
A natureza explica boa parte das curiosidades da Islândia, com vulcões ativos, gêiseres, geleiras e auroras coexistindo num território jovem.
A ilha fica sobre a dorsal mesoatlântica, a longa fenda onde as placas tectônicas Norte-Americana e Eurasiana se afastam aos poucos. Essa posição rara mantém o magma perto da superfície, molda o relevo acidentado e deixa toda a paisagem em transformação constante.
1. Mais de 30 sistemas vulcânicos ainda ativos
A Islândia abriga mais de 30 sistemas vulcânicos ativos, espalhados por toda a ilha.
O mais conhecido lá fora é o Eyjafjallajökull, cuja erupção em 2010 lançou cinzas na atmosfera e interrompeu o tráfego aéreo em boa parte da Europa por vários dias.
Outros nomes famosos são o Hekla, apelidado na Idade Média de porta do inferno, e o Katla, monitorado de perto pelas autoridades. A própria ilha de Surtsey nasceu de uma erupção submarina no fim dos anos 1960.
2. A palavra gêiser nasceu aqui
O termo gêiser, usado no mundo inteiro, vem do Geysir, uma fonte de água quente no vale de Haukadalur. É um dos poucos casos em que uma palavra do idioma islandês virou referência científica internacional para descrever erupções de água fervente.
O Geysir original hoje fica quase adormecido, mas ao lado dele o Strokkur lança jatos de água a dezenas de metros de altura a cada poucos minutos, para alegria dos turistas.
3. Energia que vem do calor da Terra
Quase toda a eletricidade e o aquecimento das casas islandesas vêm de fontes renováveis, sobretudo geotérmica e hidrelétrica. A água quente que chega às torneiras é aquecida pelo subsolo vulcânico, por isso costuma ter um leve cheiro de enxofre. Esse calor barato permite até cultivar tomates e bananas em estufas aquecidas no meio do frio.
A famosa lagoa azul, a Bláa Lónið, surgiu como subproduto de uma usina geotérmica.
4. Praias de areia preta
No lugar da areia clara, o litoral sul exibe praias de areia preta como a de Reynisfjara, perto da vila de Vík. A cor escura vem da lava resfriada e triturada pelo mar, formando um cenário que parece de outro planeta. O local ainda guarda colunas de basalto em forma de degraus e os rochedos Reynisdrangar, que despontam no oceano.
Placas alertam para as ondas surpresa, que avançam rápido sobre a faixa de areia.
5. Aurora boreal em boa parte do ano
De setembro a abril, o céu islandês recebe a aurora boreal, a luz colorida provocada por partículas solares que reagem com o campo magnético da Terra.
O instituto meteorológico do país, o Veðurstofa Íslands, publica uma previsão diária de aurora boreal para orientar quem quer observá-la.
As noites longas e escuras do inverno aumentam a chance de avistar o fenômeno, desde que o céu esteja limpo e longe das luzes da cidade.
6. Um país que cresce entre dois continentes
No Parque Nacional de Þingvellir dá para caminhar entre as placas tectônicas da América e da Europa, que se afastam alguns centímetros por ano. Listado pela UNESCO como Patrimônio Mundial, o local abrigou o parlamento ao ar livre mais antigo do mundo, o Alþingi, fundado no ano de 930.
Na fenda submersa de Silfra, a água cristalina vinda do degelo das geleiras permite nadar entre as bordas dos dois continentes.
Que fatos sobre a sociedade islandesa mais surpreendem?
A vida em sociedade rende algumas das curiosidades da Islândia mais inesperadas, do jeito de formar sobrenomes à ausência de exército.
Com uma população pequena e bastante isolada, os islandeses preservaram costumes próprios e construíram um dos países mais igualitários e seguros do planeta. Muitas dessas tradições seguem vivas no dia a dia das pessoas, e não apenas registradas nos antigos livros de história.
7. Sobrenomes que mudam a cada geração
Os islandeses não usam sobrenomes de família como a maioria dos países. O sobrenome nasce do primeiro nome do pai ou da mãe, seguido de son, que significa filho, ou de dóttir, que significa filha. Assim, o filho de um homem chamado Jón vira Jónsson, e a filha, Jónsdóttir.
Por isso a lista telefônica do país é organizada pelo primeiro nome, e não pelo sobrenome.
8. Um comitê oficial aprova nomes de bebês
A Islândia mantém um comitê de nomes, o Mannanafnanefnd, que decide quais nomes próprios podem ser registrados. A regra existe para que cada nome se encaixe na gramática e na pronúncia do idioma islandês, ajudando a preservar a língua.
Nomes que não seguem as declinações da língua costumam ser recusados, e há histórias de famílias que recorreram à Justiça para registrar a escolha dos pais.
9. O país mais pacífico do mundo
A Islândia aparece com frequência no topo do Global Peace Index, ranking publicado pelo Institute for Economics and Peace. O país não mantém exército permanente e registra índices de criminalidade muito baixos na comparação internacional. A própria polícia patrulha as ruas sem armas de fogo na rotina, algo raro no mundo.
A sensação de segurança é tão alta que pais deixam carrinhos com bebês dormindo do lado de fora dos cafés.
10. A primeira presidente eleita do mundo
Em 1980, os islandeses elegeram Vigdís Finnbogadóttir, a primeira mulher a se tornar chefe de Estado por voto popular direto em qualquer país. Ela governou por 16 anos e virou símbolo da igualdade de gênero que marca a sociedade local.
Mãe solteira na época da eleição, Vigdís quebrou barreiras e abriu caminho para que a Islândia se tornasse referência mundial em representação feminina na política.
11. A cerveja foi proibida por décadas
Pode soar estranho, mas a venda de cerveja foi proibida na Islândia até 1989.
A lei seca específica para a cerveja durou cerca de sete décadas, mesmo enquanto bebidas mais fortes eram liberadas, por uma mistura de motivos políticos e culturais.
Hoje os islandeses comemoram o fim dessa restrição todo dia 1º de março, data conhecida como Bjórdagurinn, o dia da cerveja.
12. Uma nação apaixonada por livros
Poucos lugares leem e publicam tanto por habitante quanto a Islândia. Na véspera do Natal acontece o Jólabókaflóð, a enxurrada de livros, tradição em que as pessoas trocam livros de presente e passam a noite lendo. Diz-se que quase todo islandês publica ou sonha em publicar um livro ao longo da vida.
Reykjavik, a capital, foi reconhecida pela UNESCO como Cidade da Literatura.
Os islandeses realmente acreditam em elfos e no povo oculto?
Sim, parte dos islandeses não descarta a existência do Huldufólk, o povo oculto, e essa crença ainda influencia decisões reais no país.
O folclore nórdico atravessou muitos séculos e ainda segue bem presente no imaginário local dos islandeses. Mais do que superstição, a relação com os elfos virou marca cultural do país, citada em pesquisas, roteiros turísticos e até em obras públicas.
13. A crença no Huldufólk
O Huldufólk, ou povo oculto, seria formado por seres invisíveis que vivem nas rochas e colinas da ilha. Levantamentos populares mostram que boa parte dos islandeses prefere não afirmar com certeza que esses seres não existem.
A crença remonta às antigas sagas nórdicas e segue sendo passada de geração em geração, ora como fé sincera, ora como respeito bem-humorado à tradição.
14. Estradas que desviam de rochas de elfos
Há casos documentados de obras de estrada alteradas para não perturbar pedras associadas aos elfos, como ocorreu na península de Álftanes. O respeito ao folclore às vezes pesa mais do que a pressa da engenharia.
Quando uma obra esbarra numa rocha tida como morada do povo oculto, é comum chamar mediadores que conversam com os seres antes de qualquer decisão sobre mover ou não a pedra.
15. Existe até uma escola de elfos
Em Reykjavik funciona o Álfaskólinn, uma escola que estuda as histórias do povo oculto e suas variações regionais. O espaço atrai curiosos e pesquisadores interessados em entender o lugar dos elfos na identidade islandesa.
As aulas catalogam os diferentes tipos de seres do folclore, das fadas aos trolls, e ajudam a explicar por que essas figuras seguem tão presentes na cultura do país.
Que curiosidades sobre a Islândia surpreendem quem visita o país?
Quem viaja para a ilha descobre detalhes práticos curiosos, da água mais pura do mundo aos pratos tradicionais e ao sol que não se põe no verão.
O cotidiano da ilha reserva contrastes bem fortes para o visitante que chega à Islândia pela primeira vez. Luz e escuridão extremas, comidas inusitadas e hábitos urbanos peculiares fazem parte da experiência, e surpreendem quem ainda não conhece o clima local.
16. Água da torneira entre as mais puras
A água fria que sai das torneiras islandesas vem direto de fontes glaciais e está entre as mais limpas do planeta. Já a água quente, aquecida pelo subsolo, carrega aquele leve odor de enxofre típico das regiões vulcânicas.
Por isso os moradores recomendam aos turistas beber sempre da torneira fria, sem precisar de água engarrafada, e não estranhar o cheiro do chuveiro quente.
17. Um país sem a maior rede de fast-food
A Islândia não tem nenhuma loja da maior rede de fast-food do mundo desde 2009, quando as últimas unidades fecharam após a crise financeira. Importar os insumos saiu caro demais para manter o padrão da franquia.
O último lanche vendido no país virou peça de museu, exposto sob vidro para mostrar como o pão e as batatas resistiram ao tempo, num dos casos mais curiosos do gênero.
18. O cachorro-quente é prato nacional
No lugar de pratos sofisticados, o lanche mais querido do país é o pylsur, o cachorro-quente islandês feito com carne de cordeiro, além de porco e boi.
A barraca Bæjarins Beztu Pylsur, em Reykjavik, funciona desde os anos 1930 e é parada quase obrigatória para os visitantes. Pedir o lanche com tudo inclui cebola crua, cebola frita, mostarda doce e um molho típico de remoulade.
19. O sol que não se põe no verão
Durante o verão nórdico, a Islândia vive o sol da meia-noite, quando o dia praticamente não termina e dá para fazer trilhas de madrugada com luz natural.
No inverno o efeito se inverte e as horas de luz ficam curtíssimas, com poucas horas de claridade por dia. Esse ritmo extremo influencia o humor, o sono e até a vida social dos moradores ao longo do ano.
20. Islândia verde, Groenlândia gelada
Uma curiosidade histórica diverte os viajantes, porque a Islândia, terra do gelo, é mais verde do que a vizinha Groenlândia, quase toda coberta por gelo. Conta a tradição que os nomes teriam sido trocados de propósito para enganar invasores e desviar a atenção das terras realmente férteis.
Apesar do apelido gelado, boa parte da ilha tem campos, musgos e pastagens no verão.
Perguntas frequentes sobre a Islândia
Reunimos abaixo as dúvidas mais comuns sobre as curiosidades da Islândia, com respostas curtas e baseadas em fontes verificáveis.
Por que a Islândia tem tantos vulcões e gêiseres?
A Islândia fica sobre a dorsal mesoatlântica, onde duas placas tectônicas se afastam. Esse encontro deixa o magma perto da superfície, o que alimenta mais de 30 sistemas vulcânicos ativos e aquece a água que forma os gêiseres.
Os islandeses realmente acreditam em elfos?
Boa parte dos islandeses não afirma com certeza que o Huldufólk, o povo oculto, não existe. A crença folclórica segue viva e já motivou até o desvio de obras de estrada para preservar rochas ligadas aos elfos.
Por que quase não existem insetos na Islândia?
O clima frio, os ventos fortes e a ausência de florestas densas dificultam a vida de muitos insetos. Por isso a ilha tem pouquíssimos mosquitos, algo raro entre países de latitude parecida.
Qual é a capital da Islândia e quantos habitantes o país tem?
A capital é Reykjavik, a capital nacional mais ao norte do mundo. Segundo o Hagstofa Íslands, o país inteiro tem menos de 400 mil habitantes, e boa parte vive na região da capital.
Qual a melhor época para ver a aurora boreal na Islândia?
A aurora boreal costuma aparecer entre setembro e abril, quando as noites são longas e escuras. Céu limpo e distância das luzes da cidade aumentam a chance de ver o fenômeno com nitidez.
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