O PGR virou o documento central da segurança do trabalho no Brasil. Ele substituiu o antigo PPRA e ampliou o escopo: agora não basta listar riscos, é preciso mostrar o que a empresa está fazendo com cada um deles.
Um bom ponto de partida é analisar um modelo de pgr estruturado, para entender a ordem das seções e o nível de detalhe esperado em cada uma.
A seguir, um passo a passo direto de como o documento se organiza e onde a maioria das empresas erra.
O que este artigo aborda:
- As duas partes do PGR
- O que precisa constar no documento
- Estrutura resumida de um PGR
- Quem pode elaborar
- Prazos que você precisa respeitar
- Erros mais comuns
- Conclusão
As duas partes do PGR
O programa é formado pelo inventário de riscos e pelo plano de ação. O inventário descreve a realidade; o plano de ação descreve o que será feito para mudar essa realidade.
Essa separação é importante porque a fiscalização olha justamente a coerência entre as duas partes. Risco alto identificado sem ação correspondente é um sinal vermelho imediato.
O que precisa constar no documento
- Identificação da empresa, do estabelecimento e das atividades desenvolvidas
- Descrição das funções e do processo de trabalho de cada setor
- Inventário com os perigos, as fontes geradoras e os trabalhadores expostos
- Classificação do risco por severidade e probabilidade
- Plano de ação com medidas, prazos, responsáveis e forma de acompanhamento
- Registro das medidas já implementadas e do histórico de revisões
Estrutura resumida de um PGR
Seção | Conteúdo | Frequência de atualização |
Dados da empresa | CNAE, grau de risco e setores | Sempre que houver mudança |
Inventário de riscos | Perigos e exposição por função | A cada 2 anos ou após mudança |
Matriz de risco | Classificação e priorização | Junto com o inventário |
Plano de ação | Medidas com prazo e responsável | Acompanhamento contínuo |
Monitoramento | Evidência do que foi executado | Anual, no mínimo |
Quem pode elaborar
A elaboração exige responsável técnico habilitado em segurança do trabalho, com apoio de medicina do trabalho para a parte de saúde. Alguns riscos específicos pedem laudos complementares, como avaliação de ruído ou de agentes químicos.
Prazos que você precisa respeitar
A regra geral é revisão a cada dois anos. Empresas com sistema de gestão certificado podem ter prazo maior, e qualquer acidente grave, mudança de processo ou nova função obriga revisão imediata.
Erros mais comuns
- Usar modelo pronto sem visita técnica ao local de trabalho
- Listar risco sem indicar a fonte geradora e os expostos
- Deixar o plano de ação sem prazo definido
- Esquecer de guardar a evidência do que já foi executado
- Não integrar o PGR com o PCMSO, gerando exames incompatíveis com os riscos
Conclusão
Um bom PGR é aquele que qualquer pessoa da empresa consegue ler e entender o que precisa ser feito. Quando ele vira ferramenta de gestão, e não só arquivo em gaveta, o resultado aparece em menos acidente e menos passivo trabalhista.
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