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As curiosidades dos Estados Unidos vão de preços que mudam na hora de pagar a uma bandeira nacional desenhada por um estudante de colégio.

Para o brasileiro, boa parte do choque vem da comparação: hábitos comuns nos EUA soam estranhos para quem cresceu no Brasil, e o contrário também acontece.

Esta é uma lista com 20 fatos sobre os Estados Unidos que costumam surpreender, organizados por temas como cultura, geografia, história, trabalho e comportamento.

Vale lembrar que o país soma 50 estados desde 1959, quando o Havaí entrou na federação, e que muita coisa varia de um estado para outro.

O que este artigo aborda:

Estátua da Liberdade na Liberty Island com a bandeira dos Estados Unidos em primeiro plano e Nova York ao fundo
Estátua da Liberdade na Liberty Island com a bandeira dos Estados Unidos em primeiro plano e Nova York ao fundo
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Quais curiosidades da cultura e do cotidiano dos Estados Unidos surpreendem o brasileiro?

A cultura americana surpreende pela rotina: regras de consumo, etiqueta e datas funcionam de um jeito que o brasileiro raramente espera.

Muitas das curiosidades dos Estados Unidos aparecem justamente no dia a dia, em situações simples como pagar a conta de um restaurante, comprar uma bebida ou decorar a casa em outubro, momentos em que a diferença para o cotidiano brasileiro fica evidente logo de cara para qualquer visitante.

1. O preço na vitrine não é o preço final

Nos Estados Unidos, o valor da etiqueta quase nunca é o que você paga. O imposto sobre vendas, o sales tax, é somado só no caixa e muda conforme o estado e até a cidade.

Em alguns lugares ele é alto, em outros simplesmente não existe, então a mesma camiseta pode sair mais cara em Nova York do que em estados sem o tributo.

Para o brasileiro, acostumado ao preço cheio na prateleira, a conta final sempre vem um pouco maior.

2. A gorjeta é quase uma obrigação

No Brasil a gorjeta costuma ser opcional, mas nos Estados Unidos ela faz parte do salário de quem atende.

Em restaurantes, o costume é deixar entre quinze e vinte e cinco por cento da conta, e garçons, taxistas e cabeleireiros contam com esse dinheiro para fechar o mês.

Não deixar gorjeta é visto como falta de educação, e em alguns lugares a taxa já vem incluída para grupos grandes.

3. Só se compra álcool a partir dos 21 anos

Outro fato sobre os Estados Unidos que pega o turista de surpresa é a idade mínima para beber.

Nos Estados Unidos, a idade para comprar álcool é de 21 anos, regra fixada por uma lei federal de 1984 que condicionou repasses de verba rodoviária aos estados que adotassem o limite.

Por isso é comum pedirem documento com foto até de quem aparenta ter bem mais idade, prática conhecida como carding, ligada às regras federais sobre o consumo de álcool.

4. O Halloween é levado muito a sério

O Dia das Bruxas, no fim de outubro, é uma das datas mais movimentadas do calendário americano. Casas inteiras são decoradas com abóboras, esqueletos e teias, crianças saem para o gostosuras ou travessuras, e adultos investem em fantasias elaboradas. Para o brasileiro, que vê a data de forma discreta, a dimensão da festa nos bairros americanos impressiona.

5. Estranhos sorriem e puxam conversa

Nos Estados Unidos, é normal um desconhecido sorrir, dizer “hi” ou comentar o clima na fila do mercado. Esse hábito, chamado de small talk, faz parte da etiqueta social e não significa intimidade. Muitos brasileiros estranham no começo, mas logo percebem que é só uma forma de cordialidade rápida e impessoal.

Que curiosidades sobre a geografia dos Estados Unidos quase ninguém conhece?

A geografia americana guarda surpresas: a capital não fica em estado nenhum e o território chega pertinho da Rússia.

Com praias, desertos, geleiras e florestas reunidos no mesmo país, os Estados Unidos concentram em um só território paisagens que no Brasil estariam separadas por milhares de quilômetros, além de detalhes pouco conhecidos sobre fusos horários, fronteiras distantes e a posição peculiar da capital.

6. A capital não pertence a nenhum estado

Washington não fica em estado algum: ela ocupa o Distrito de Columbia, uma área criada em 1790 com terras cedidas por Maryland e Virgínia. A ideia foi justamente manter a sede do governo fora da influência de qualquer estado.

Por isso o nome oficial é Washington, D.C., e o status do Distrito de Columbia ainda gera debate, já que a cidade não tem senadores com direito a voto no Congresso.

7. O Alasca quase encosta na Rússia

O ponto mais a oeste dos Estados Unidos fica surpreendentemente perto da Rússia. No estreito de Bering, a Ilha Pequena Diomede, americana, está a menos de quatro quilômetros da Ilha Grande Diomede, russa. As duas são separadas também por quase um dia inteiro de fuso, o que rendeu o apelido de Ilha do Amanhã e Ilha do Ontem.

8. O país tem seis fusos horários

Quando é meio-dia em Nova York, ainda é de manhã em Los Angeles e madrugada no Havaí. O território americano se espalha por seis fusos horários principais, sem contar áreas mais distantes. Marcar uma ligação de costa a costa exige atenção, porque a diferença entre o leste e o oeste continentais chega a três horas.

9. Desertos, geleiras e praias tropicais no mesmo país

Os Estados Unidos cabem quase todos os climas. Há desertos no Arizona, geleiras no Alasca, florestas no noroeste e praias tropicais no Havaí e na Flórida.

Essa variedade permite esquiar e pegar sol no mesmo dia em alguns trechos, algo raro de imaginar para quem só conhece o país pelos filmes de Hollywood.

Quais fatos da história dos Estados Unidos mais impressionam?

A história americana tem episódios curiosos, como uma bandeira nascida de um trabalho escolar e a compra de um estado inteiro.

Boa parte das curiosidades dos Estados Unidos ligadas ao passado mostra como o acaso e a iniciativa pessoal moldaram símbolos nacionais, de uma bandeira desenhada em sala de aula a um monumento gigante que chegou desmontado ao país, em peças enviadas por navio vindas de outro continente.

10. Um estudante desenhou a bandeira de 50 estrelas

A bandeira atual dos Estados Unidos saiu de um trabalho de colégio. Em 1958, o estudante Robert G. Heft, de Ohio, costurou um modelo com 50 estrelas para uma tarefa escolar e tirou nota baixa.

Quando o desenho foi adotado oficialmente, em 1960, o professor revisou a nota. A história da bandeira de 50 estrelas virou um exemplo de como uma ideia simples pode marcar um país inteiro.

11. De 13 colônias a 50 estados

O número de estados cresceu aos poucos. Os Estados Unidos começaram com 13 colônias que se rebelaram contra a coroa britânica e foram incorporando novos territórios ao longo dos séculos. O Havaí foi o último a entrar, em 1959, fechando a conta em 50 estados.

É por isso que a bandeira tem exatamente 50 estrelas, uma para cada um deles.

12. A Estátua da Liberdade foi um presente da França

Um dos maiores símbolos dos Estados Unidos não é americano de origem. A Estátua da Liberdade foi um presente da França, inaugurado em 1886 para celebrar a amizade entre os dois países.

Ela chegou desmontada, em centenas de peças enviadas por navio, e foi remontada na entrada do porto de Nova York, onde recebe quem chega pelo mar até hoje.

13. Os EUA compraram o Alasca da Rússia

O Alasca, hoje o maior estado em área, já foi território russo.

Em 1867, os Estados Unidos compraram a região da Rússia por cerca de sete milhões de dólares, valor visto por muitos na época como um mau negócio.

A descoberta de ouro e, depois, de petróleo mostrou o contrário, e o apelido de loucura de Seward, em referência ao secretário que fechou o acordo, caiu em desuso.

Como funcionam o trabalho, as leis e o dinheiro nos Estados Unidos?

Trabalho, leis e dinheiro seguem uma lógica própria nos Estados Unidos, com menos garantias trabalhistas e mais peso no histórico financeiro.

Quem se muda para o país descobre rápido que demissões podem acontecer sem aviso, que as medidas seguem o sistema imperial, que abastecer o carro é tarefa do próprio motorista e que a vida financeira depende de uma pontuação de crédito construída pela pessoa ao longo de muitos anos.

14. O chefe pode demitir quase sem justificativa

Na maior parte dos estados vale o chamado employment-at-will, ou contrato à vontade.

Na prática, empregador e funcionário podem encerrar o vínculo a qualquer momento, sem aviso prévio e sem precisar apresentar um motivo, salvo casos de discriminação proibida por lei.

Para o brasileiro, acostumado a aviso prévio e verbas rescisórias, essa flexibilidade soa dura.

15. O país insiste no sistema imperial de medidas

Enquanto quase todo o mundo usa o sistema métrico, os Estados Unidos medem distância em milhas, peso em libras e temperatura em graus Fahrenheit. Receitas pedem xícaras e onças, a altura vem em pés e polegadas, e o combustível é vendido por galão. Quem chega do Brasil leva um tempo para converter tudo de cabeça.

16. Abastecer o carro é autoatendimento

Nos postos de gasolina americanos, o normal é o próprio motorista abastecer. Você insere o cartão na bomba, escolhe o tipo de combustível e enche o tanque sozinho, sem frentista. Em muitos lugares é preciso pagar antes de abastecer.

Esse modelo de autoatendimento reduz custos e explica por que a figura do frentista é rara por lá.

17. A vida financeira gira em torno do score de crédito

Nos Estados Unidos, alugar um apartamento, financiar um carro ou conseguir um cartão depende do credit score, uma nota que mede o histórico financeiro da pessoa.

Pagar contas em dia constrói boa reputação, enquanto atrasos derrubam a pontuação por bastante tempo. Imigrantes recém-chegados costumam começar do zero, sem histórico, o que dificulta até locações simples.

Que comportamentos dos americanos parecem estranhos para o brasileiro?

Alguns comportamentos do cotidiano americano chamam atenção pela frequência, do patriotismo ao tamanho das porções.

Não são regras escritas, mas hábitos tão comuns que acabam definindo o jeito americano de viver, e várias curiosidades dos Estados Unidos surgem desse comportamento social, do sobrenome mais repetido às bandeiras espalhadas por casas, escolas e praças em qualquer dia comum.

18. Smith é o Silva dos Estados Unidos

Assim como Silva domina os cadastros no Brasil, Smith é o sobrenome mais comum nos Estados Unidos. A origem está nos ofícios antigos, já que smith significa ferreiro em inglês, profissão espalhada por todas as vilas. Encontrar vários Smith em uma mesma sala de aula ou empresa é tão natural quanto cruzar com sobrenomes como Johnson e Williams.

19. O patriotismo aparece no dia a dia

O orgulho nacional americano é visível na rotina. Bandeiras tremulam em casas, escolas e postos de gasolina, e muitos alunos recitam o juramento à bandeira, o Pledge of Allegiance, no início das aulas. Datas como o feriado de 4 de julho reúnem desfiles e fogos por todo o país.

Para o brasileiro, que liga símbolos nacionais mais ao futebol, a presença diária da bandeira surpreende.

20. Refil grátis e porções generosas

Comer fora nos Estados Unidos costuma render. Refrigerantes com refil ilimitado, o famoso free refill, e porções grandes são padrão em boa parte das redes de restaurante. Não é raro um único prato servir duas pessoas, e levar a sobra para casa na doggy bag é totalmente normal.

O contraste com as porções brasileiras é uma das primeiras coisas que o visitante nota.

Perguntas frequentes sobre as curiosidades dos Estados Unidos

Reunimos as dúvidas mais comuns sobre as curiosidades dos Estados Unidos, com respostas diretas para quem quer entender o país antes de viajar ou só matar a curiosidade.

Quais são as principais curiosidades dos Estados Unidos?

Entre as curiosidades dos Estados Unidos mais citadas estão o preço sem imposto na etiqueta, a gorjeta quase obrigatória, a idade mínima para álcool, a capital fora de qualquer estado e a bandeira de 50 estrelas criada por um estudante.

Quase todas surpreendem pelo contraste com o Brasil.

Por que o preço nas lojas dos EUA muda no caixa?

Porque o imposto sobre vendas, o sales tax, não entra na etiqueta. Ele é somado apenas no momento do pagamento e varia conforme o estado e a cidade. Por isso o valor final costuma ser maior que o anunciado na prateleira, algo que estranha quem vem do Brasil.

A idade para comprar e consumir álcool nos Estados Unidos é 21 anos, definida por uma lei federal de 1984. A regra vale em todo o país, e é comum pedirem documento com foto mesmo a quem aparenta ser bem mais velho.

Qual é a capital dos Estados Unidos?

A capital é Washington, D.C., sigla de Distrito de Columbia.

Ela não pertence a nenhum dos 50 estados, pois foi criada em 1790 como área independente para abrigar a sede do governo federal, longe da influência de qualquer estado.

Quantos estados tem os Estados Unidos?

Os Estados Unidos têm 50 estados. O número foi crescendo desde as 13 colônias originais, e o Havaí foi o último a entrar, em 1959. Cada estado é representado por uma das 50 estrelas da bandeira americana.

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