Revista Portal Útil

As curiosidades da Coreia do Sul revelam um país que combina tradição milenar e tecnologia de última geração em um território menor que o estado de Pernambuco.

Em poucas décadas, a nação saiu da reconstrução do pós-guerra para virar referência global em cultura pop, eletrônicos e gastronomia, sem abrir mão de costumes com séculos de história.

Reunimos 20 curiosidades da Coreia do Sul organizadas por temas, sempre explicando o porquê de cada costume.

A ideia não é só listar fatos soltos, e sim entender o que faz a cultura sul-coreana parecer tão distante e, ao mesmo tempo, tão familiar para o público brasileiro que acompanha doramas, música e novidades do país.

O que este artigo aborda:

Portão tradicional coreano iluminado ao anoitecer, com muralhas de pedra e céu azul profundo, em Seul
Portão tradicional coreano iluminado ao anoitecer, com muralhas de pedra e céu azul profundo, em Seul
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O que torna a Coreia do Sul tão diferente dos outros países?

A Coreia do Sul é diferente porque preserva costumes antigos enquanto adota inovação em ritmo acelerado.

Esse contraste aparece no idioma, nos sobrenomes e até na numeração dos prédios.

Boa parte das curiosidades da Coreia do Sul nasce dessa convivência entre o tradicional e o moderno, que molda desde a forma de falar até a maneira de construir edifícios nas grandes cidades, como Seul e Busan.

1. O alfabeto coreano foi inventado por um rei

O hangul foi criado em 1443, durante o reinado de Sejong, o Grande, para que o povo comum pudesse ler e escrever sem depender dos caracteres chineses.

Linguistas costumam citar o sistema como um dos mais lógicos já criados, porque cada símbolo representa a posição da boca e da língua ao emitir o som.

Essa origem planejada explica por que muitos estrangeiros conseguem decorar o alfabeto em poucas horas de estudo.

2. O número 4 é evitado em prédios e elevadores

Muitos edifícios sul-coreanos pulam o quarto andar ou o marcam com a letra “F”. O motivo é a tetrafobia: a palavra para “quatro” soa parecida com a palavra para “morte”, herança da influência chinesa no idioma. Por isso, hospitais e hotéis preferem esconder o número em painéis e plantas, e alguns elevadores vão do terceiro direto para o quinto andar.

3. Metade do país usa apenas três sobrenomes

Kim, Lee e Park concentram boa parte da população sul-coreana. A explicação está na história: sobrenomes ligados a clãs nobres se espalharam ao longo dos séculos, quando famílias comuns passaram a adotar nomes de prestígio. O resultado é que encontrar várias pessoas com o mesmo nome de família em uma única sala de aula ou escritório é parte da rotina.

4. A idade define como você fala com alguém

Na cultura sul-coreana, saber a idade do interlocutor é quase o primeiro passo de qualquer conversa. O coreano tem níveis de formalidade embutidos no próprio verbo, então a hierarquia etária decide o tom usado entre amigos, colegas de trabalho e desconhecidos. Não por acaso, perguntar a idade logo no início de uma apresentação é considerado educado, e não invasivo.

Como funcionam os costumes e a forma de contar a idade?

Os costumes da Coreia do Sul giram em torno do respeito à idade, à família e às datas comemorativas.

Até pouco tempo, o país tinha um sistema próprio de contar os anos de vida.

Essa peculiaridade, somada às celebrações de cada fase, ajuda a explicar por que muitas curiosidades da Coreia do Sul envolvem aniversários, calendários e formas específicas de cumprimentar as pessoas no dia a dia.

5. Os bebês já nasciam com um ano de idade

Pelo antigo sistema conhecido como Korean Age, a pessoa nascia com um ano e ganhava mais um a cada Ano Novo, não no aniversário.

O costume gerava confusão em contratos, bilhetes e serviços, e o país oficializou a mudança para a idade internacional na Coreia do Sul em junho de 2023, segundo noticiou o Washington Post.

Ainda assim, a contagem antiga sobrevive em conversas informais.

6. O primeiro aniversário vira uma grande festa

O doljanchi marca o primeiro ano de vida do bebê com uma celebração cheia de simbolismo.

Em uma das tradições mais conhecidas, a criança escolhe um objeto sobre a mesa, e a família interpreta a escolha como um sinal do futuro, seja ele ligado ao dinheiro, ao estudo ou à arte.

A festa reúne parentes e amigos e costuma ter roupas tradicionais coloridas.

7. Existe um dia romântico todo mês

No dia 14 de cada mês, casais comemoram alguma data afetiva, do Dia dos Namorados ao Dia do Beijo.

Os solteiros têm a sua versão particular: no Black Day, em 14 de abril, costumam comer jajangmyeon, um macarrão de molho escuro, em tom de bom humor sobre a vida sem par.

Esse calendário afetivo movimenta o comércio e vira assunto nas redes sociais.

8. Entregar algo com as duas mãos é sinal de respeito

Receber ou oferecer objetos, cartões e bebidas usando as duas mãos demonstra educação, sobretudo diante de pessoas mais velhas. O mesmo vale para a leve reverência com a cabeça, gesto que substitui boa parte dos apertos de mão tão comuns no Ocidente. Quem visita o país aprende rápido que esses detalhes pesam mais do que palavras em muitas situações.

Quais curiosidades marcam a gastronomia sul-coreana?

A gastronomia da Coreia do Sul se baseia na fermentação, na partilha e em muitos acompanhamentos.

A mesa coreana raramente tem um prato único.

Em vez disso, vários potinhos dividem o espaço e são repostos durante a refeição, o que transforma o ato de comer em uma experiência coletiva e revela algumas das coisas interessantes da Coreia do Sul à primeira garfada.

9. O kimchi acompanha quase toda refeição

O kimchi, feito de vegetais fermentados com temperos, aparece do café da manhã ao jantar.

O preparo coletivo nos meses frios é tão valorizado que a Unesco inscreveu a tradição do kimjang como patrimônio cultural imaterial da humanidade em 2013, por reforçar laços de família.

Existem centenas de variações do prato, que mudam conforme a região e a estação.

10. Os acompanhamentos são servidos de graça

Os banchan são pequenas porções que chegam à mesa sem custo extra e podem ser repostas à vontade.

Eles variam de brotos e legumes a peixe e ovo, e costumam mudar conforme a estação e a região, o que dá identidade própria a cada restaurante.

Para o visitante, a fartura de pratinhos surpreende, já que tudo entra na conta principal sem cobrança separada.

11. O soju é a bebida do dia a dia

O soju, destilado leve e barato, é a bebida alcoólica mais consumida no país.

Ele aparece em jantares de trabalho e encontros de amigos, sempre cercado de etiqueta: o mais novo serve o mais velho e vira o copo de lado ao beber diante de um superior.

Recusar a primeira dose pode soar grosseiro, então o ritual da bebida funciona quase como uma aula de hierarquia social.

12. A comida chega a qualquer hora e em qualquer lugar

A cultura de entrega sul-coreana funciona quase sem limite de horário.

É possível pedir refeições quentes para o escritório, para casa de madrugada e até para um piquenique em parques públicos, onde os entregadores localizam o cliente por pontos de referência.

Esse serviço ágil tornou comum comer pratos elaborados fora de casa sem precisar entrar em um restaurante.

Por que a Coreia do Sul é uma potência tecnológica?

A Coreia do Sul é uma potência tecnológica porque investiu pesado em educação, indústria e conectividade.

O resultado aparece no cotidiano: conexões velozes, fábricas de chips e uma cultura digital intensa.

Muitas curiosidades da Coreia do Sul ligadas à tecnologia mostram como o país transformou inovação em parte da rotina, e não em luxo distante para poucos privilegiados.

13. A internet é uma das mais rápidas do planeta

A conexão de alta velocidade chega à enorme maioria dos lares sul-coreanos.

Esse acesso amplo, construído com forte apoio do governo desde os anos 1990, sustenta serviços de streaming, jogos online e trabalho remoto em praticamente todo o território.

A infraestrutura ajudou a moldar uma geração acostumada a resolver quase tudo pelo celular, do banco à matrícula escolar.

14. O país lidera a produção de chips e eletrônicos

A Coreia do Sul é um dos maiores fabricantes mundiais de semicondutores, telas e smartphones. A aposta em pesquisa e na indústria pesada fez empresas coreanas dominarem prateleiras de eletrônicos em todos os continentes. Esses produtos têm presença constante no mercado brasileiro, o que aproxima o consumidor daqui da engenharia desenvolvida do outro lado do mundo.

15. Existem casas de jogo gigantes só para games

Os PC bangs são salas equipadas com computadores potentes, onde jovens jogam por horas pagando por tempo de uso. Eles ajudaram a Coreia do Sul a virar berço dos esportes eletrônicos, com torneios que lotam estádios e atraem público de várias partes do mundo. Mais do que entretenimento, esses espaços funcionam como ponto de encontro social entre amigos e colegas.

16. As cidades funcionam quase sem dinheiro em papel

Pagamentos por cartão e por celular dominam o comércio, do metrô de Seul às barracas de rua. O transporte público integrado e os painéis de informação em tempo real fazem parte de um esforço para tornar as cidades mais conectadas e práticas.

Quem anda por Seul percebe que a cédula de papel virou exceção, usada em poucos lugares do dia a dia.

Como é a sociedade e o cotidiano na Coreia do Sul?

O cotidiano da Coreia do Sul combina rotina intensa de estudo e trabalho com forte vida cultural.

A pressão por desempenho convive com hábitos de autocuidado e lazer noturno.

Entender esse equilíbrio ajuda a enxergar os costumes da Coreia do Sul além dos clichês, mostrando uma sociedade que cobra muito de si, mas também sabe celebrar suas conquistas em família e entre amigos.

17. O dia do vestibular quase para o país

O Suneung, exame que define o ingresso na universidade, é levado tão a sério que voos chegam a ser remanejados para não atrapalhar a parte de compreensão auditiva.

Muitos estudantes frequentam os hagwons, escolas de reforço que funcionam até tarde da noite durante anos. No dia da prova, é comum ver pais rezando em templos e irmãos mais novos torcendo nos portões.

18. O cuidado com a pele é levado a sério

A rotina de skincare faz parte do dia a dia de homens e mulheres de várias idades.

A indústria de cosméticos do país, conhecida como K-beauty, exporta produtos e métodos de cuidado para o mundo todo e influencia tendências de beleza bem além da Ásia.

Lojas inteiras dedicadas a cremes e máscaras faciais mostram como o tema deixou de ser detalhe e virou parte da cultura.

19. Cafés e serviços abrem de madrugada

Cafeterias temáticas, lojas de conveniência e PC bangs abertos 24 horas fazem parte da paisagem urbana.

A sensação de segurança nas ruas movimentadas ajuda a explicar por que tanta gente circula pela cidade em horários que, em outros países, seriam considerados tardios.

Bairros como os de Seul ganham vida à noite, com mesas cheias e luzes acesas até o amanhecer.

20. A onda cultural coreana conquistou o planeta

O fenômeno conhecido como Hallyu, ou Onda Coreana, levou o K-pop, os doramas e o cinema sul-coreano para milhões de fãs.

Esse alcance cultural despertou a curiosidade global sobre a ilha vulcânica de Jeju, reconhecida na lista de patrimônio mundial da Unesco em 2007, e sobre tantos outros pontos do país.

O turismo ligado a cenários de séries cresceu junto com essa visibilidade.

Perguntas frequentes sobre a Coreia do Sul

Reunimos as dúvidas mais comuns sobre a Coreia do Sul, com respostas diretas baseadas em fontes verificáveis e nos costumes mais buscados pelo público brasileiro.

Qual é a curiosidade mais surpreendente da Coreia do Sul?

A contagem de idade é a que mais chama atenção. Até 2023, todo coreano nascia com um ano e envelhecia no Ano Novo. Hoje o país usa a idade internacional, mas o costume antigo ainda aparece em conversas informais.

Como funciona a contagem de idade na Coreia do Sul?

Desde junho de 2023, a Coreia do Sul adota a idade internacional para fins legais. Antes, pelo Korean Age, a pessoa começava a vida com um ano e somava mais um a cada primeiro de janeiro, e não no aniversário.

Por que o kimchi é tão importante na cultura coreana?

O kimchi é um símbolo nacional presente em quase toda refeição. Seu preparo coletivo no outono, chamado kimjang, foi reconhecido pela Unesco em 2013 como patrimônio cultural imaterial, por reforçar os laços de família e comunidade.

O que é a Korean Age?

Korean Age era o sistema tradicional de contar a idade no país. A pessoa nascia com um ano e ganhava outro no Ano Novo, não no dia do nascimento. Em 2023, a idade internacional passou a valer para documentos e serviços.

Quais costumes coreanos mais surpreendem os brasileiros?

O uso das duas mãos ao entregar objetos, a reverência no cumprimento e o peso da idade na conversa costumam impressionar. Some a isso a tetrafobia, que faz prédios pularem o quarto andar, e o estranhamento inicial fica evidente.

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