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Os cuidados com a pele madura entraram no centro do interesse do consumidor e viraram busca por ingrediente. Um índice de popularidade de buscas mostra colágeno e PDRN à frente, com dezenas de milhares de consultas mensais no Google. A medição foi feita nos Estados Unidos, e o movimento tem leitura direta no mercado brasileiro.

O que este artigo aborda:

Mulher adulta sentada perto da janela dosa produto de skincare na mão durante rotina de cuidados com a pele madura
Mulher adulta sentada perto da janela dosa produto de skincare na mão durante rotina de cuidados com a pele madura
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O que os números de busca mostram sobre o interesse pela pele madura?

Os números de busca medem procura, e não resultado: eles dizem quanta gente foi atrás do assunto.

Segundo o levantamento publicado pelo veículo Cosmetic Innovation, a partir do índice de popularidade dos ativos para pele madura da Spate, a categoria de cuidados com a pele madura avançou em ritmo forte e reúne dezenas de milhares de buscas mensais no Google, além de milhões de visualizações semanais no TikTok, sempre em medição feita nos Estados Unidos.

Indicador do índice de popularidade (medição nos Estados Unidos)Valor
Crescimento da categoria pele madura147,3%
Buscas mensais no Googlecerca de 39 mil
Visualizações semanais no TikTok18,4 milhões
Visualizações semanais do termo PDRN1,6 milhão
Visualizações semanais do termo colágeno1,3 milhão
Público que troca rotinas em comunidades digitaispessoas acima de 40 e de 50 anos

O que esse volume indica é para onde a atenção do consumidor se moveu, e o ponto de partida deixou de ser a rotina completa e passou a ser o ativo.

Por que colágeno e PDRN concentram a atenção nas buscas?

Os dois ativos concentram a atenção porque o interesse migrou da promessa de apagar rugas para firmeza e reparação.

O colágeno é a proteína que dá sustentação à pele e aparece como porta de entrada da busca, enquanto o PDRN entrou no vocabulário do consumidor pela via da reparação, e a leitura do índice de popularidade coloca os dois termos no topo do interesse, com o colágeno logo atrás nas visualizações semanais.

Esse deslocamento tem um efeito prático.

O consumidor passa a procurar o nome do ativo antes de procurar o tipo de cuidado que a própria pele pede, e a ordem invertida é o que torna a escolha mais confusa.

Comunidades digitais formadas por pessoas acima dos quarenta e dos cinquenta anos ajudam a espalhar esse vocabulário, trocando rotinas já estruturadas em texto e em vídeo.

O que muda na pele depois dos quarenta?

A pele tende a perder firmeza e a renovar as células mais devagar, e a rotina que funcionava antes costuma pedir ajuste.

A produção natural de colágeno diminui com o passar dos anos, a barreira da pele fica menos retentiva e sinais como flacidez e ressecamento aparecem com mais frequência, o que explica por que ativos ligados a firmeza e hidratação ocupam tanto espaço nas buscas de quem cuida da pele nessa fase.

Ácido hialurônico e retinol seguem entre os ativos mais citados nas rotinas estruturadas, cada um com função distinta dentro de um mesmo cuidado.

Como o mercado brasileiro se encaixa nesse movimento?

O Brasil está entre os maiores mercados de beleza do mundo, e absorve tendências externas com rapidez.

De acordo com o panorama do setor de beleza e cuidados pessoais da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC), o país é o terceiro maior mercado consumidor do segmento no mundo, com tratamento e limpeza da pele entre as categorias essenciais do setor.

Na prática, o brasileiro encontra o mesmo ativo em vídeo curto, em comunidade de rede social e na prateleira, quase ao mesmo tempo. A informação chega antes do critério para usá-la.

Popularidade de busca mede procura e não substitui indicação construída a partir de análise individual.

Um ativo pode liderar o interesse porque ganhou linguagem simples nas redes, porque virou assunto de comunidade ou porque tem apelo visual, e nenhuma dessas razões diz se ele responde ao que aquela pele específica precisa, qual concentração faz sentido e como ele se combina com o restante da rotina.

O que o índice mostra e o que ele não mostra:

  • Mostra: o tamanho da demanda, com 39 mil buscas mensais e 18,4 milhões de visualizações semanais concentradas na categoria
  • Mostra: quais termos o consumidor usa quando procura cuidados com a pele madura
  • Não mostra: se o ativo responde ao que determinado tipo de pele precisa
  • Não mostra: dose, frequência e combinação com outros produtos
  • Não mostra: se existe condição de saúde que peça acompanhamento antes

A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), braço regional da OMS nas Américas, descreve o envelhecimento saudável como manutenção da habilidade funcional, e não como reversão do tempo.

Nesse enquadramento, os cuidados com a pele madura viram manutenção de função e de qualidade de vida, o que muda a pergunta de partida: em vez de procurar o ativo do momento, o leitor procura o cuidado que a própria pele sustenta.

Onde o acompanhamento profissional entra nos cuidados com a pele madura?

O acompanhamento profissional entra quando a escolha passa a considerar histórico, tipo de pele e objetivo de saúde.

Esse comportamento de busca ajuda a explicar a procura por atendimentos que reúnem análise médica e estética no mesmo lugar, capazes de olhar a pele dentro de um quadro mais amplo, em vez de responder apenas ao ativo que a pessoa chegou pedindo depois de ler sobre ele em uma rede social.

O médico Eliphas Levi Assumpção Egg Gomes, de Resende Costa, em Minas Gerais, atua nesse espaço, reunindo atendimento médico e estético em protocolos individualizados. Ele tem atuação em hormonologia, emagrecimento e estética.

Entre os serviços que ele oferece estão protocolos de emagrecimento, de estética facial e corporal e de reposição hormonal, incluindo chip hormonal, organizados sob uma metodologia própria de reconstrução de rotina, o Método RDA.

O desenho de cada protocolo parte da análise individual, e não de um padrão único.

Para quem cuida da pele nessa fase, a diferença observável está aí: a rotina genérica parte do ingrediente popular, e o protocolo individualizado parte da pessoa.

O que observar antes de adotar um ativo da moda?

Antes de adotar um ativo popular nos cuidados com a pele madura, vale checar se a rotina básica já está de pé.

  1. Confira se a rotina cobre as 4 etapas básicas: limpeza, hidratação, ativo antissinais e proteção solar diária
  2. Introduza 1 ativo por vez e observe a pele por cerca de 7 dias antes de acrescentar outro
  3. Verifique a função do ativo antes do nome dele: reparação, firmeza e hidratação resolvem problemas diferentes
  4. Desconfie de qualquer promessa de resultado atrelada ao ingrediente da vez
  5. Consulte um profissional de saúde habilitado para orientação personalizada, principalmente diante de sensibilidade, condição de pele ou tratamento em curso

O interesse por cuidados com a pele madura tem tudo para continuar alto, e o dado de demanda fica útil justamente quando deixa de ser argumento de compra e vira ponto de partida para uma pergunta melhor sobre a própria pele.

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