segunda-feira, 16 de maio de 2022 - 16/05/2022 07:15:49
Revista Portal Útil

Publicado por Marcela Ferreira em 10/05/2022 às 21:32.

Uma pele saudável não combina com acne, não é? Não importa a idade, elas continuam sendo as inimigas de muita gente. E se você já passou dos 20, sofreu com as espinhas no passado e as viu voltando agora, certamente está preocupado.

Apesar de o problema estar ligado à adolescência e à explosão dos hormônios, esta não é a única causa da acne. Ela pode ter relação com a exposição ao sol, com o consumo de determinados alimentos e até mesmo com estresse. Se você sofre com esse problema mesmo já tendo passado dos 20, nós vamos te contar o que pode causar o retorno das espinhas e como é possível acabar de vez com as espinhas. Vamos lá?

O que este artigo aborda:

O que é a acne?

Acne é o nome das espinhas que surgem devido a uma inflamação dos folículos pilossebáceos e das glândulas sebáceas. Essas glândulas estão presentes desde o nascimento, mas são mais ativas na puberdade, quando acontecem as mudanças relacionadas à secreção sebácea da pele e do couro cabeludo.

Na adolescência, as espinhas ocorrem principalmente por conta dos hormônios sexuais. Apesar de aparecerem com maior frequência no rosto, elas também surgem nas costas, ombro e peito. 

É possível que o quadro seja tão grave no que tange às alterações da pele que cause problemas de baixa auto estima e que a acne persista por toda a vida. Mas é sempre bom lembrar que a acne não está relacionada à sujeira da pele. O problema não surge na parte superficial do rosto.

Acne depois dos 20: causas e como tratar

Causas da acne depois dos 20

Segundo dermatologistas, a acne em adultos é uma doença inflamatória. Ela pode ter início a partir dos 25 ou ser um quadro persistente desde a adolescência. No geral, essas lesões aparecem com mais frequência na mandíbula e no queixo.

Na mulher adulta, o aparecimento das espinhas está ligado ao hiperandrogenismo, bastante comum depois dos 20 anos. Esse problema surge no sistema endócrino e está relacionado ao aumento dos hormônios masculinos. No entanto, outros fatores podem ocasionar esse problema, como a síndrome dos ovários policísticos. 

Se a causa é hormonal, os prejuízos podem ser agravados caso você se submeta aos seguintes fatores externos:

  • Consumo de tabaco;
  • Má alimentação;
  • Exposição excessiva ao sol;
  • Estresse.

Como tratar a acne

A prevenção começa pela limpeza da pele. Apesar de não ser um fator que causa espinhas, a pele com acúmulo superficial de oleosidade pode tornar o quadro pior. Por isso, o uso de sabonete ou produto de limpeza que contenha aditivos que combatem a acne e o controle sebáceo é muito bem-vindo.

Mas esse tipo de limpeza precisa ser feito com cautela. Como a pele já está lesionada, é possível que o uso excessivo desses produtos cause ainda mais irritação e prejudique a recuperação da pele.

Como métodos de prevenção também são alternativas:

  • Evitar cosméticos que aumentem a oleosidade da pele;
  • Não lavar o rosto várias vezes ao dia, pois isso pode aumentar a oleosidade;
  • Não exagerar na maquiagem para disfarçar as espinhas porque pode entupir os poros;
  • Tomar sol com cautela e sempre usando protetor solar;
  • Nunca espremer as espinhas e os cravos.

Em casos mais graves, o tratamento deve ser prescrito por um dermatologista e pode envolver medicamentos que agem diretamente nessa alteração hormonal.

Se você já tem uma rotina de skincare, os seus hábitos podem continuar. Mas é importante lembrar que os produtos que você usar não devem ser comedogênicos, já que estes acabam obstruindo os poros e atrapalhando o tratamento contra a acne.

Conclusão

Apesar de parecer assustador no começo, as espinhas depois dos 20 anos são bem comuns. Se você já passou por essa situação durante a adolescência, com certeza vai saber lidar melhor. O mais importante é não ceder ao instinto de espremer as espinhas e, claro, procurar um profissional para indicar o tratamento mais adequado ao seu caso.

Marcela Ferreira

Enfermeira pós graduada com especialização em traumas, urgência e emergência. 12 anos de experiência na área de saúde mental na rede SUS do município de Belo Horizonte. Atuo com criança, adolescentes, adultos e usuários de múltiplas drogas.

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